Quantas faces conheces do perdão?
De quantos perdões é feita a tua
história?
Reflecte: o que sentiste quando te perdoaram da última vez que erraste?
O que sentiste da última vez que (verdadeiramente) perdoaste?
Será que o teu coração se encheu de esperança e de apaziguamento? Certamente, é o que acho.
Perdoar não é fraqueza, perdoar não
significa permitir que aconteça outra vez. Perdoar é (só) ter a capacidade de
aceitar aquilo que foi e seguir adiante. Seguir de alma limpa, imaculada e sem
uma nódoa, sem réstia de revolta, rancor ou mau-estar!
Perdoar não é só dizer que se
perdoa (ainda que nalguns casos isso em si já ajude a retirar densidade
energética à situação), perdoar é trabalho interno para que te possas sentir
leve e livre do peso da discussão, da injustiça ou da dor que te ficou.
Perdoar não é deixar que se repita,
é apenas aceitar e limpar dentro de nós o que a situação e a pessoa nos
provocou, para que sempre que pensares nela ou no que te fez não te sintas
magoado, nem traído, nem revoltado, nem dorido. Sintas só que já foi o que
tinha a ser.
O perdão é libertador. Tira de nós
a densidade que carregamos no peito.
Se devemos manter contacto com o
que nos magoou? Sim e não.
Sim, se é isso que te trará paz;
não, se tiveres mais paz com a distância e com o afastamento.
Mas, o que te peço é que perdoes.
Por ti, pela tua paz, pela tua felicidade.
Para que o teu caminho, passo a
passo, vá ficando mais leve.
Namaste