sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Memórias de Fada :-)

Ontem à noite, já estava eu a agradecer tudo o que tenho na minha vida, quando me invadiu a imagem daquela saia de fada, de cetim rosa, com estrelas de papel de prata coladas, do chapéu pontiagudo feito de cartolina forrada do mesmo cetim rosa e da varinha com uma estrelinha colada na ponta de uma grande agulha de tricot…
Tinha 4 ou 5 anos, não mais e era tempo do festim escolar da Carnavalada …
No momento em que esta imagem me atravessa o espírito vem com ela uma profunda sensação de alegria e bem-estar, afinal aquela vestimenta, que fez de mim fada por um dia, era toda ela um acto de amor…
Ontem, vi-me naquela noite de véspera carnavalesca, radiante, de volta da minha mãe a examinar, com este ar expectante e ansioso (que ainda hoje me caracteriza J ), tudo o que ela fazia para conseguir costurar-me numa noite aquela saia.
Não vi muito na verdade, porque já era noite, a minha mãe e o meu pai tinham trabalhado todo o dia e para mim estava perto da hora de ir dormir!
Mas lembro-me da fita métrica, à volta da cintura e de cima a baixo e de baixo para cima e de achar tudo aquilo maravilhoso e mágico!
Apesar da tenra idade eu sabia que aquilo era um acto de magia! Estava certa!
A minha mãe encarregou-se da saia e o meu pai, que sempre foi um verdadeiro artista dos trabalhos manuais, concebeu o chapéu alto e pontiagudo, digno de uma fada à séria.
Desse não me lembro dos preparativos, mas calculo que também me tenham medido a cabeça J.
Conhecendo-me tão bem como conheço, nessa noite devo ter-me deitado com uma excitação endiabrada! Não confirmei isso ainda mas posso adivinhar a resposta.
O que me lembro mesmo é de me sentir muito feliz a ver aquela grande azáfama de final de dia por causa de uma coisa: a minha vestimenta!
Bem ou mal lá devo ter adormecido porque no dia seguinte acordei cheia de energia (lembro-me bem) e imediatamente a minha mãe me mostrou a fatiota, perguntando se gostava…
Ainda hoje sinto uma luz aquecer-me por dentro quando penso nesse momento… Estava tudo lindo…
A sainha rosa estendia-se até aos pés, tinha um elástico cosido na cintura que perfeitamente se ajustou a ela, tinha estrelinhas coladas feitas de papel de prata que a salpicavam de brilho…
O chapéu, o que outrora fora uma mera e simples cartolina era agora um cone alto e pontiagudo que ousava rasgar o céu e perfeitamente forrado com o mesmo tecido de cetim rosa!!!
E para finalizar, num acto de puro empoderamento, foi colocada na minha rechonchudinha mão direita, a varinha! Uma agulha de tricot, com uma estrela de papel na ponta, perfeitamente recortada e cintilante. Achei uma imensa graça aquele pormenor. Divertido mesmo!
Vi a alegria na cara dos meus pais quando saí de casa para ir para a escola, naquele momento de revelação da fada ao mundo e, acreditem ou não, senti o peito cheio de gratidão por tudo aquilo!
Percebi instantaneamente que os meus pais tinham feito todo aquele trabalho durante a noite, roubando de si horas de sono, para me darem um sonho…
E devo agora dizer-vos que nesse dia deram-me muito mais que o sonho, que um vestido de fada representa para uma menina de 4 ou 5 anos… Nesse dia o que eu gostei mesmo foi de sentir a dedicação e o amor que tinham feito tudo aquilo ser possível. Sim, eu senti isso. Essa energia avassaladora…E isso fez brilhar a menina fada!
Eu era a fada mas tinham sido os meus pais a fazer magia!! J
Magnífica visão a de ontem à noite… estava meio esquecida ou pelo menos há muito que não me visitava o consciente. E deixou-me tão feliz!
Percebi logo após este sentimento, que desde então nunca mais eu largara a fada e minha varinha de condão… Os meus pais tinham-me abrilhantado e empoderado para sempre…
Aquela noite deixou em mim marcas profundas que posso resumir assim: AMOR e GRATIDÃO.
Existiu em tempos uma fotografia tirada na escola nesse dia que, modestamente – posso presumir – retratou a minha alegria dentro daquele vestido.
Mas o melhor álbum é o que desfolho com o pensamento e esta memória está cristalizada em mim. De tão forte não corre o risco de ser perdida.

Grata aos meus pais, pela lição.
Bem Hajam.

Maura

sábado, 14 de novembro de 2015

Do Terror ao Amor

Este blog onde vos escrevo é  prova singela da latitute e amplitude da liberdade, no caso liberdade de expressão, nas sociedades ocidentais a que pertencemos.
Mas deixem-me usar desta liberdade para fazer jus à minha condição ocidental e, antes de mais, lamentar (mais do que condenar - quem sou eu?!!) as mortes do atentado em Paris...

Acho os atentados hediondos mas eles colocam a mancha no pano branco?!!
Não, o pano não era branco... A cultura ocidental ingere-se constantemente nos assuntos islâmicos e na sua cultura... A Guerra Civil Síria é um conflito entre fronteiras islâmicas que se agudizou com a entrada de tropas ocidentais, que fazem guerra na procura de uma paz que não é a sua.

Chegados a este ponto, os países ocidentais talvez já devessem ter percebido que estão a lidar com pessoas com crenças existenciais e culturais diametralmente díspares da que a sociedade ocidental propaga e acredita.

Assim, questiono-me se fará sentido impormos os nossos princípios, valores e crenças (ocidentais) aos povos islâmicos?! É que na verdade é isso que fazemos quando entramos no país deles a dizer: "Não queremos aqui guerra"; "queremos proteger as VOSSAS populações civis".

Eu não estou a favor do caos islâmico, mas vejo uma certa arrogância ocidental ao arrogar-se dona de uma verdade Universal...No nosso conceito de liberdade não cabe a liberdade de os deixar governar os países deles à sua maneira? De procurarem por eles próprios as suas soluções, de acordo com os seus padrões? De fazerem o seu processo evolutivo, com o nível de consciência que possuem?

Com isto não estou OBVIAMENTE a dizer que devemos deixá-los matar impunemente mas a verdade é que estamos entre um conflito de civilizações. Civilizações essas que de forma recíproca procuram prevalecer uma sobre a outra.
Coisa perfeitamente inútil porque não faz sentido ver uma civilização à luz dos princípios de outra. Ainda por cima, quando são completamente diferentes... Não são só um bocadinho, são completamente: from the bottom to the top! Tudo diferente, construídas sobre plataformas de desenvolvimento antagónicas...

O ocidente não pode vestir o casaquinho da vítima e dizer que não previu tudo isto... Isto é o preço correlativo de não os deixarmos ser o que são, nos países deles.

E estou perfeitamente à vontade para o dizer porque, ao contrário de uma larga maioria de portugueses, defendi - e defendo - a vinda de refugiados para a Europa...Eu não sou é hipócrita, de pensar que vamos lá meter-nos na Síria e isso não nos traz quaisquer consequências...


Podemos não ser consensuais, mas temos que ser coerentes: se nos queremos ingerir nos assuntos deles e salvar as populações, óptimo! EU DEFENDO ISTO, mas tenhamos a coragem de assumir os riscos inerentes. E sobretudo, preparemo-nos para eles.

Não podemos querer é chuva na eira e sol no nabal, não podemos é querer ir combater na casa dos outros e achar que entramos na nossa e que fica tudo em paz.

As diferenças são para ser respeitadas. As nossas e as deles. Já se percebeu que eles jamais quererão ser governados pelo mesmo sistema político e social que nós.

Sejamos honestos com a nossa própria civilização e admitamos que somos escravos da nossa própria liberdade.

E queremos impô-la a quem não a valoriza, a quem a dispensa...

Agora se querem um resquício de humanidade: sim, salvemos a Síria e todos os inocentes que lá vivem mas na verdade não nos façamos de vítimas porque fomos nós que lá fomos ingerir-nos...

Sim, eu sei que eles violaram todos os direitos humanos e que segundo os preceitos de Direito Internacional Privado estamos legalmente legitimados para lá entrarmos e encetarmos uma guerra em nome da paz... mas "antropologicamente" falando, fará sentido impormos o nosso nível de "evolução" a outra civilização, dentro das suas próprias fronteiras?!

Isto é a história da Siría mas podia ser a história do Afeganistão ou de qualquer outra estado islâmico... Isto é um confronto de civilizações puro e duro.
Um peixe nunca trepará a uma árvore. Um peixe nunca será macaco.

O BEM SEMPRE PREVALECERÁ, MAS NÃO PODE SER IMPOSTO, PORQUE QUANDO O É TORNA-SE TÃO MAU COMO O MAL.


Namaste.



domingo, 30 de agosto de 2015

SEMPRE A CORES

Vou colorir a vida
Pintá-la a lápis de cor
Como se fosse
Um livro de uma criança,
Vou trazer na lembrança
os ensinamentos do amor.

Vou dar-lhe um dégradé
ou pintá-la a liso,
logo se vê!
Mas vou colorir
cada espaço em branco
da cor que ditar o momento
ou como for o chamamento.

Vou colorir de emoção
e pintar com o coração
porque tenho uma tela

e uma vida tão bela…

:-)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Que Linda Falua...


 
Se há dias e horas,
E momentos de glória,
Palcos e holofotes radiosos,
Há noites e momentos,
De luares perdidos,
Esquecidos,
No escuro e inebriante negro do céu!
 
Se há dias felizes,
Há noites de silêncio mudo,
No fluxo distante dessa torrente…
 
Com o nascer do sol,
Despede-te das estrelas
E não saberás se voltas a vê-las…
Mesmo que tenham hora marcada,
Não há astrolábio na maré navegada!
 
Do dia para a noite…
Tudo se segue sucessivamente.
 
Ilumina-te o SOL ou a LUA
De onde vem a luz nada importará…
Que se faça a travessia.
O canto em ti restará:
“Que linda falua…”

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Não tomes analgésicos

A dor precisa de ser sentida.
Precisa ter espaço para existir quando acontece em ti.
Sente a dor. Não a negues, não a reprimas, senão ela vai ficar presa, toda acumulada, à espera de ser processada.
Sem vitimizações, a dor transmuta.
A dor não cai e desaparece, ela tem que ser chorada e vivida para ser deixada.
É um processo de digestão!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O mundo em mim

Há um mundo que trago dentro de mim,
composto de coisas que não sei onde aprendi...
Mas trago as cores e os sabores, as texturas e as formas,
os olhares e os cheiros...

Trago o mundo inteiro dentro de mim...
Viajo por dentro e vou ao fundo e no meu limite visito o infinito.

Trago as palavras, as pessoas, os traseuntes, os amigos, as flores...

Eu trago o mundo em mim
e sem o ter cruzado ainda sei dele
e que ele está lá para mim...

Viajo e visito-me e transporto esse TODO em mim.
Eu trago tudo e está aqui!

Namaste.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Sê feliz na tua pele

Isto foi das lições mais preciosas que aprendi:
Há partes de nós que podemos mudar. Podemos melhorar. Trabalhar para as limar, para que assim possamos viver melhor, connosco e com os outros.
Até aqui pacífico.

O que não é tão linear é entender e aceitar que há coisas que por mais que tentemos não vamos mudar!

E não as mudamos porque não é suposto, porque são o nosso núcleo duro e porque são estritamente conexas com a nossa essência e com o que viemos cá fazer...

Podemos iludir-nos e fazer um esforço para nos forçarmos a ser diferente, a mudarmos as nossas necessidades a respeito de determinada situação, coisa ou pessoa. Mas, na verdade só nos estaremos a enganar. A nós próprios. Porque chegará o dia em que vamos ter que nos render à evidência: não temos como disfarçar mais, precisamos de ser quem somos, sentir da maneira que sentimos e ver as nossas necessidades preenchidas em função disto. 

Há um dia em que não vais poder fugir mais ou evitar a tua verdade.

Nesse dia não vais querer mudar os outros nem construí-los à tua imagem, não te vais esconder mais e vais assumir que sentes o que sentes e como sentes, que queres o que queres, precisas do que precisas e não tens que pedir desculpa a ninguém por isso.

Só tens mesmo um caminho: seguir em frente e encontrar a tua "praia".
Há sempre lugar para ti.
E o que um dia foi chato de aceitar e suportar, vai ser maravilhoso viver.

Sê feliz na tua pele,

:-)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A propósito do preço...

Em resposta ao último post terão ficado a ressoar dúvidas na cabeça de alguns ...
"Mas pagas um preço por seres tu mesmo?!!'"
Pois. Desenganem-se os que pensam que não!

Para te cumprires, para seguires aquilo em que intimamente acreditas, tens que abrir mão de muita coisa, eventualmente de algumas pessoas..., tens que estar preparado para defenderes os teus ideais, para "dares o corpo ao manifesto por eles", tens que estar comprometido contigo e saber não ceder aos caprichos dos outros. Tens que saber dizer "não".
Sim, isso é um preço! É o preço de seres tu próprio. De seres aquele que se entende, se respeita e se cumpre, independentemente do avale dos outros.

Depois tens o outro preço. O preço que pagas cada vez que não te ouves, não escutas a tua intuição e não lhe dás crédito. O preço de te contrariares constantemente, de reprimires o que verdadeiramente sentes e desejas. Queres mas... prendes! O preço de não ocupares o teu espaço, de te anulares e te deixares levar por aquilo que externamente, de forma subtil (ou não), te vão impondo!
Aqui o preço é deveras caro...

Daí que diga: pagar por pagar, já que há um preço correlativo, sempre prefiro pagar o que há pagar por ser EU PRÓPRIA, ao menos vivo bem comigo.

E eu, eu sou a minha primeira autoridade.

E tu?


:-) Luz e Alegria para ti.

domingo, 14 de junho de 2015

Which price are you paying so far?


Everything in Life is a matter of choice.
You just have to be willing to pay the price it takes.
So, I guess it's better to pay the price to be yourself.

It can be tough, but it really worth!

;-)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Fazer o BEM

Fazer o bem é a força motriz, que nos arranca do nosso estado de conforto e cria esse estado a alguém.
Fazer o bem é a moeda para todas as trocas. E nesse mercado há uma conta corrente aberta, de saldo inesgotável.
Fazer o bem enche-me a alma e dá-me sentido à vida.
Que todos tenham o privilégio de viver a vida dando e recebendo bem o bem.

Bem-Haja

domingo, 26 de abril de 2015

Lições do tempo e do amor

Aprendi a dizer que amo, sem reservas mentais, nem hesitações, nem expectativas...
Apenas porque sim, porque realmente amo e quando amo digo-o.
Tornou-se fácil dizer, porque se tornou fácil amar.
É cada vez mais fácil amar. Amar todos.
Quando se aceita todos como são, ama-se mais facilmente.
E aprende-se a amar até aqueles que não preferimos ou com quem não se quer estar...
Hoje amo-os igualmente. Mas afasto-me ou deixo-os ir... Sem  divergências agudas, angustia de remorsos, sem peso nem dor, nem nada...
Deixei de achar que as pessoas "deviam ser". Elas são!!
São como são. São o que têm direito de ser, como eu tenho de ser o que sou.
São. Goste ou não goste. Fico ou vou. Escolho mas aceito o que são.
Aceito e deixo-as ser o que escolherem ser.
A minha escolha não é deixá-las ser como são ou não. A minha escolha é deixá-las no meu mundo ou não.
Não tenho mais escolha que isso.
Aceito e deixo-as ser.
Amo e fico ou amo e deixo-as onde estão.
Todavia, eu contínuo...Sempre.

Trago no coração o AMOR como um remédio universal porque nada pode tanto como o amor - por nós e pelos outros.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Essência

Se tu não és o aspecto que tens, se tu não és o carro que usas, se tu não és a roupa que vestes, se tu não és o trabalho que fazes, se tu não és afinal nada do que parece ser “teu”… Se tu não és nada disso que “tens” e que se vê, QUEM ÉS TU AFINAL?
TU és maior que tudo isso. Tudo isso junto continua a ser pouco perto de quem TU ÉS.
TU és o que te inunda por dentro e só se sente.
 TU és o que vibras. Tu és a qualidade dos teus pensamentos, és as tuas emoções e as tuas acções!
TU és o que quiseres SER.

Então, SÊ.

sábado, 18 de abril de 2015

Wonderland

Da minha janela vejo o mundo
E vejo-o um sítio perfeito
Completo nos detalhes
Harmonioso nas medidas
Em todo o lado ele tem saídas…

Nos altos e baixos
Carroceis,
Porque à alma
Somos fiéis.
E a música que toca
A mim sempre me embala.
Com ou sem coragem
O mundo é uma passagem.

A sombra acompanha a LUZ
Onde tu viveres
Nisso a vida se traduz…

Da janela vejo o mundo
E sei que é de loucos
Porque os que ousam são ainda poucos…
Mas tudo contínua perfeito,
Porque entre a serenidade e o trambolhão
Todos nós existimos para aprender a lição.


J

BOOM

No mundo de intelectos
Não se cultivam afectos.
Como se o que foi já não era
E o coração já não espera!

Como as páginas dos livros que já não se viram
E o cheiro que delas não se sente
Porque só as baterias agora desligam
O presente do tecnologicamente!

Nestes tempos materiais
Já não há emoções importantes,
Todos os efeitos são colaterais
E as preocupações Golias, gigantes!

Neste mundo de lógica abastada
A intuição não vale nada…
Foi o big-bang e agora o boom

Onde fica o teu lugar-comum?!!

segunda-feira, 30 de março de 2015

A partilha do silêncio

Às vezes perguntam-me: como consegues estar em casa em silêncio?
A pergunta é-me estranha!
Estar em silêncio é para mim tão natural como respirar…
Na verdade, é no silêncio que me encontro, é no silêncio que sou!

Não sei que confusão faz às pessoas o silêncio!
Questiono-me: o que temem nele?!

É que o silêncio não enche. O silêncio é vácuo. É vazio.
Percebo: o silêncio não as preenche!

O silêncio toma, conquista, entranha-se… É ténue, subtil e imenso.
É verdade o silêncio enche-te…de nada.

E vive-se tão habituado ao som corrido do movimento contínuo. De manhã à noite. O nosso mundo faz-se de barulho, de vozes, de ruído, de filhos, de música, de telemóveis, de televisões, de rádios, de agitação.

O ruído persegue-te porque ele não descansa e não cessa… E tu vais nessa!!

Em casa não pensas em silêncio, não jantas em silêncio, não cozinhas em silêncio, não bebes café em silêncio, não adormeces em silêncio…  
Já para não falar que nas horas em que trabalhas, não aí não há de todo silêncio…não trabalhas em silêncio, não almoças em silêncio…

Será que tu existes em silêncio?!
Quem és tu no silêncio?

O que és capaz de descobrir em somente 1 hora de absoluto silêncio?

Sem silêncio o meu mundo seria tão superficial… Tão despovoado de mim!
Confirma-se: Não sei viver sem ele.
O barulho que produzo durante o dia, a música que canto desgarradamente, as gargalhadas que se soltam de mim, tudo isso gera-se no silêncio da minha existência. A outra face, o lugar onde me descubro a mim e ao mundo.


No silêncio há tanto. Ouve-se tão bem.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Entre mim e EU

                                                     

Há nas entrelinhas do teu ser
Condições que não te cabe manter
Há na subtileza da voz
Qualquer coisa que não se esgota entre nós

Porque nos actos que não pratico
E nas palavras que não digo
Estou no meu túmulo
Ou no teu altar sagrado!

Não quero saber se há verdade,
Existes sem duvidar,
Aguardo-te a qualquer momento
Porque entreguei-me lá em cima
E rendi-me ao teu achamento!

Nasci de novo quando apareceste de mim.

Maura Fonseca

25.03.15

domingo, 15 de março de 2015

Do Karma ao Darma

" A maneira como os outros nos tratam é com eles, a forma como tratamos os outros em resposta é Karma"

Houve alguém que sabiamente disse isto ao mundo.

De uma maneira ou de outra, todos teremos a nossa interpretação sobre o que tal quer dizer.

Para mim só diz isto, que vou pôr por outras palavras: O que os outros te dizem ou fazem nunca deve ser o suficiente para te tirar de ti; o que os outros te dizem ou fazem só serve para te aperfeiçoares a TI.
O que te dizem ou fazem é karma deles, o que tu respondes ou pensas de volta é teu!
E todas as vezes que a tua vibração se modifica e ficas tensa e os mandas para aqui e para ali e guardas isso no teu pensamento, o ciclo fecha-se e o Universo dar-te-á mais do mesmo... Por isso é que é TEU karma, porque é na tua existência que vão aparecer mais pessoas que te vão destratar, falar-te torto, desconsiderar (ou o que quer que seja) ...até ao dia em que tu perceberes o porquê daquele pessoa se ter cruzado contigo e te ter feito o que fez ou te ter dito o que disse...
É teu karma, porque é a ti que te cabe perceber onde TU falhaste primeiro.
Antes de se dar a manifestação tu já tiveste que ter criado a situação internamente!

Útil, antes de apontar o dedo pensar: onde é que eu estive mal neste processo todo para me terem feito isto assim?!

É assim que eu vejo. É assim que eu lido com as coisas que me correm menos bem. Eu sou o ponto de partida de tudo o que me acontece.
Isto tem me feito aprender e sobretudo tem-me ajudado a olhar para os outros e para mim de outra forma!

Transforma o Karma em Darma, todos os dias :-)


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Filigrana da existência!

Estar sozinho, não porque se está só mas porque se vive numa solidão acompanhada de ninguém…
Consegues ver uma pessoa ali contigo, ela existe…mas não para ti!
Estás acompanhado de ninguém. Porque o vazio está preenchido com forma mas sem propósito! Com corpo mas sem alma. Com ego mas sem entrega!
Estás sozinho sem estares e acompanhado sem o estares também…
Escolhe estar só, mas passa a estar só de alguém!
Esse alguém que não está…mas existe para ti.


É na solidão que se recortam os mais finos traços de existência!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

ABUNDÂNCIA

Não acredito na escassez. Quis aprender e aprendi que a escassez é produto da nossa cabeça, é uma construção humana, baseada em conceitos economicistas e altamente, demasiadamente lógicos…
Estou em crer que essa coisa da escassez foi criada para nos manipularem, a nós humanos – vis escravos da matéria, nessa era de Peixes...
Estou em crer que enquanto acreditarmos que os bens, o dinheiro, o emprego, etc, etc, etc são escassos nos mantemos subjugados a uma ordem que se quer tudo menos subversiva ou alternativa.
No dia em que deixarmos de acreditar na escassez não teremos que lutar para manter nada…temos apenas que deixar fluir…e seres fluidos e livres são seres desafiadores para o “instituído”.
Pois é, não acredito na escassez.
Acredito que a nossa forma original é repleta de abundância.
Acredito que todos os desvios a isto são criados por nós, pelos padrões que cultivamos durante anos, pelas crenças que temos, pela forma como nos educam, etc…
Toda a vida nos dizem que se queremos ser bem sucedidos temos que trabalhar muitooo e esforçar-nos imeeenso!
Estas pessoas nunca se vão achar merecedoras de coisas boas e fáceis…e invariavelmente, fazendo fé no que passaram anos a ouvir, vão querer ser bem-sucedidos…mesmo que à custa de muitooo esforço…mesmo que isso implique fazerem para o resto da vida algo que não gostam e que lhes custa imenso!
Bom, isto para dizer que tudo assenta no sistema de crenças que construímos ao longo da vida.
A escassez é apenas reflexo da restrição que imaginamos quando começamos a fazer contas (lá vem a lógica mental infalível!!!) e racionalmente nos parece que o dinheiro ao fim do mês não vai chegar para tudo.
Desabituámo-nos de acreditar que vai chegar para tudo, que algo superior nos trouxe aqui e esse "algo" funciona na verdade como uma mão invisível que aqui nos segura e aqui nos mantém e que essa enormidade que existe acima de nós na verdade nos dá tudo o que precisamos.
Esquecemo-nos talvez que a coisa mais vital de todas nos é dada sem esforço e…de borla. Não contamos o ar que respiramos porque ele existe para todos sem qualquer escassez…
Acontece assim com tudo… No mundo há de tudo suficiente para toda a gente. Tudo o resto, o que te mostram, é pura manipulação e resultado daquilo em que acreditas.

Agora, é tempo de despertar e de sabermos que a época de acreditarmos na escassez acabou. É hora de enterrar esse karma, que muitos de nós vivemos na condição humana que atravessamos, mas que todos sabemos na nossa infinita sabedoria superior que podemos mudar.

Já Camões dizia:
“Mudam-se os tempos,
Mudam-se as vontades.
Muda-se o ser,
Muda-se a confiança,
Porque todo o ser é composto de mudança,
Tomando sempre

Novas realidades”

NAMASTE

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Poder de Encaixe

A infinidade de seres humanos que habitam o mundo foram pensados pelo Universo para - com as suas diferenças - se complementarem e poderem ter o seu próprio papel, serem eles próprios e serem-no livremente. Sem comparações nem imitações.
Por isso é que nada no mundo é inteiramente igual e a existência prima pela diferença.
É o respeito por ela que faz com que haja espaço para TUDO (co)existir e encaixar ;-)

ELEVAÇÃO


Faz da regra a tua excepção

Foge do comum

E ousa sair da caixa.

Não há pior que

Viver de cabeça baixa.

Vive da inverdade

Move-te à vontade

Tu és tu e mais ninguém.

 

Escreve um parágrafo completo

Não temas não ser correto

Vive da tua liberdade

No compromisso que tens contigo

Sem vaidade!

 

Vive na consciência

de seres uno

e não mais um.

Um é número e não tem essência.

 

Não sigas as pautas

Nem leias o guião

Improvisa pela vida

Isso é ELEVAÇÃO.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

DESABAFO

Sabem o que eu vejo?! Vejo as pessoas com uma vontade imensa de criticarem, apontarem o dedo, entrar em desacordo e com uma enorme dificuldade em aceitar diferenças. E então Charlies e afins são só pretextos, de parte a parte.
Barris de pólvora numa sociedade global completamente espartilhada, onde a divisão começa dentro de cada um de nós!

sábado, 3 de janeiro de 2015

A história da tua história.

A tua história é a tua história...
A tua história é sempre bonita; não interessa o seu princípio, nem o seu meio...
A tua história deu-te cor e corpo e sabor e unicidade... E fez de ti quem tu és de verdade!
Não há outra história como a tua!
Como podes não gostar dela? Do bom, do mau e do mais ou menos?
Gosta dela simplesmente! Porque ela é tua e tem de ti em cada momento!

Agora, se queres saber, eu adoro a tua história... Mesmo sem a conhecer.
Cada vírgula, cada parênteses, cada linha incompleta ou frase inacabada...
Cada angústia sentida, cada vitória alcançada, cada felicidade desgarrada, cada lágrima escondida, cada sorriso mostrado, cada decepção dorida e cada acto de amor dado...

Preza a tua história porque ela é a passagem de uma visita que estava marcada!