A ti que pensas que controlas a
vida, talvez ainda vás a tempo de mudar de ideias…Ou muda-tas ela um dia.
A ti que achas que controlas tudo
e que és dono da vida, a ti que tens o ego ao comando, a ti que trabalhas dia e
noite e te esqueces que a vida são momentos e sentimentos, a ti que
prescindiste de ti e da tua verdade para viveres o que é confortável, a ti que
vestes de puritano mas és outro pelas costas, a ti que te calas, que baixas a
cabeça, que segues em fila, que permites tudo, a ti que és indiferente porque é
mais fácil, que ligas às coisas mas esqueces as pessoas, a ti que perdeste o
valor do amor pelo caminho, que azedaste e te tornaste seco e áspero e és agora
uma alma apagada, a ti que não acreditas em nada, que vives no futuro ou te
enterraste junto com o passado, porque não sabes lidar com o teu hoje…
Um dia vais perceber que todas as
vezes que caíste foi a vida a forcar-te a “entregar os pontos” e a fazeres-lhe
uma vénia, vais perceber que houve momentos em tiveste a vida na mão apenas
pelo facto de te ter sido dada escolha. Vais perceber que houve um tempo que estavas
a tempo de tudo e que tinhas tudo para ser feliz…que a vida passou num ápice,
que os teus filhos cresceram sem teres burilado uma só aresta, vais perceber quanto
não sorriste e o quanto fugiste à verdade, que foste escravo da complacência e
do cansaço. Um dia vais perceber que no deserto que te tornaste não nascem flores
porque o deserto é árido, seco e mata.
Um dia vais perceber que aqui só há
um tempo e que esse tempo se chama Hoje!
Encontramo-nos noutra vida, numa
dessas tantas a que viremos, até percebermos tudo!
Namaste